segunda-feira, 1 de abril de 2013

MPF DO PARÁ EM DEFESA DO DIREITO DIFUSO...

MPF questiona Ministério de Minas e Energia e Secretaria Geral da Presidência sobre operação no Tapajós
 
Diante das várias versões para a mesma operação, o MPF quer uma
resposta clara sobre o objetivo da presença de militares na região

O Ministério Público Federal em Santarém enviou documentos para a
Secretaria Geral da Presidência da República e para o Ministério das
Minas e Energia pedindo esclarecimentos no prazo de dez dias sobre a
operação Tapajós. O MPF quer saber qual o motivo e a finalidade da
operação, diante das versões conflitantes do próprio governo sobre
os objetivos da operação, para a qual desembarcaram dezenas de militares
da Força Nacional e policiais federais em Itaituba, no oeste do Pará, na
semana passada.

Em nota publicada no site do Ministério de Minas e Energia no dia 27 de
março, a informação é que “cerca de 80 pesquisadores, entre biólogos,
engenheiros florestais e técnicos de apoio” darão continuidade ao
“levantamento de fauna e flora no médio Tapajós que irá compor,
entre outros estudos, o Estudo de Impacto Ambiental para a obtenção de
Licença Prévia do Aproveitamento Hidrelétrico São Luiz do Tapajós”. A
Advocacia Geral da União também anunciou que a operação garante o
cumprimento do cronograma dos Estudos de Impacto da usina.

A informação do Ministério e da AGU não foi confirmada pelo assessor da
Secretaria Geral da Presidência da República, Paulo Maldos que, em
entrevista ao programa Voz do Brasil no dia 28 de março , disse que o
trabalho na região do Tapajós é “um trabalho mais de pesquisa ainda,
tem uma série de propostas de políticas públicas da região, tem
propostas de empreendimentos na questão energética com relação à
construção na situação que se fala, de verificar a viabilidade
daqui alguns anos da instalação de uma hidrelétrica”.

Ao contrário do que disse Maldos, o Ministério e a AGU justificaram a
operação militar na região como necessária para concluir o Eia-Rima da
usina São Luiz do Tapajós ainda em 2013. O MPF pediu à Justiça Federal
que suspendesse a operação por causa do risco de conflito com os
indígenas, mas teve o pedido negado pelo juiz Airton Aguiar Portela,
de Santarém.

O MPF argumentou que os Munduruku já declararam em diversas ocasiões
que não aceitam estudos para usinas em suas terras enquanto não for
feita a consulta prévia que a Convenção 169 da Organização Internacional
do Trabalho obriga. E a última operação policial em uma aldeia deles, em
dezembro do ano passado, resultou no assassinato de Adenilson Munduruku
e em grande revolta das lideranças indígenas. Para os procuradores
Fernando Antônio de Oliveira Júnior e Felipe Bogado, que acompanham a
situação, a presença militar nesse momento pode causar um conflito mais
grave ainda.

A consulta aos índios sobre as usinas já é objeto de uma ação judicial
do MPF que tramita em Santarém. O mesmo juiz Airton Portela chegou a
conceder liminar favorável ao MPF garantindo a consulta e a realização
de uma avaliação ambiental integrada na bacia do Tapajós antes de
qualquer estudo de impacto específico. Mas ele não considerou que a
operação militar atual seja contrária à consulta e acreditou no
argumento de que os estudos atuais serão usados para a avaliação
ambiental integrada.

Processo nº 0003883-98.2012.4.01.3902

Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
(91) 3299-0148 / 3299-0177
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quinta-feira, 28 de março de 2013

A DITADURA VOLTOU????!!!! NA LEI OU MARRA...LEI DE QUEM??? QUAL LEI???

Povo Munduruku informa desembarque de tropas para esta quinta-feira, 28, e dizem temer massacre


Tropas da Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública, criada por decreto presidencial no último dia 12 de março, estão posicionadas em Itaituba preparadas para a execução da Operação Tapajós. Conforme informações dos indígenas, os soldados e agentes deverão desembarcar em aldeia Munduruku nesta quinta-feira, 28, para garantir realização dos estudos de impacto do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, no Pará.

A denúncia foi feita pela Associação Indígena Pusuru, em carta divulgada nesta quarta-feira, 27. Os indígenas relatam que foram informados, em reunião com a Fundação Nacional do Índio (Funai), em Itaituba, que um grupo de 60 homens da Força Nacional irá para a aldeia Sawre Muybu, também em Itaituba.

No documento, os Munduruku denunciam o governo, que  "vem mandando seu exército assassino para nos ameaçar e invadir nossas aldeias" e temem um novo massacre, "porque há 4 meses atrás numa operação chamada Eldorado foi morto um parente e vários ficaram feridos inclusive crianças, jovens e idosos".

Cerca de 250 homens fortemente armados estão posicionados em Itaituba para a realização da Operação Tapajós. Agentes da Polícia Federal, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e Força Aérea foi deslocado para as proximidades da Terra Indígena Munduruku com o objetivo de realizar - à força - o estudo integrado de impactos ambientais para a construção do chamado Complexo Hidrelétrico do Tapajós.

O Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal em Santarém que impedisse a realização de uma operação policial do governo federal, porque o licenciamento ambiental da usina está suspenso pela mesma Justiça por falta das consultas prévias aos índios. Porém, o juiz Federal indefiriu o pedido. Valendo-se do feriado prolongado da Semana Santa, tradicionalmente maior para o Poder Judiciário, o governo federal desenvolve a operação de guerra.

Leia carta na íntegra:
        
CARTA DO POVO MUNDURUKU

Nós! Caciques, lideranças e guerreiros do povo Munduruku sempre lutamos e continuaremos lutando em defesa de nossas florestas, nossos rios, e de nosso território pois é de nossa mãe natureza que tiramos tudo que precisamos para sobreviver, mas o governo que devia nos proteger, vem mandando seu exército assassino para nos ameaçar e invadir nossas aldeias, ultimamente nosso povo vem sendo desrespeitado vem sendo, ameaçado por um  governo  ditador que vem ameaçando e  matando nosso povo, usando suas forças armadas como se os povos indígenas fossem terroristas ou bandidos.

Nós, povo Munduruku, repudiamos essa maneira ditadora da presidenta que governa o País. Não aceitamos que policias entrem em nossas terras sem a nossa autorização para qualquer tipo de operação. É um povo especial! Um povo que já existia muito antes deles chegarem aqui, nessa terra onde chamam de Brasil. Brasil é a nossa terra! Somos nós os verdadeiros brasileiros.
Essa semana o governo brasileiro mandou 250 policiais para garantir a força os estudos das hidrelétricas nas nossas terras.
Hoje pela manhã foi decidido na sede da FUNAI em ITAITUBA que 60 homens da Força Nacional irão para a Aldeia sawre muybu, cumprir o decreto expedido pela Presidenta da Republica do dia 12 de março, é uma Aldeia com 132 Indígenas. Estamos muitos preocupados porque há 4 meses atrás numa operação chamada Eldorado foi morto um parente e vários ficaram feridos inclusive crianças, jovens e idosos, na Aldeia Teles Pires.
O governo marcou uma reunião para dia 10 de abril para falar dessa operação. Mas uma vez esse governo está quebrando acordo com o povo Munduruku, por isso não queremos mais reunir com esse governo até que ele pare com essa ação contra a decisão do nosso povo. Pedimos a ajuda do Ministério Publico Federal, para nos ajudar a resolver esses problemas sem que haja mais mortes. Pois não ficaremos de braços cruzados vendo tamanho desrespeito com nosso povo e nosso território.

Povo Munduruku
Jacareacanga, 27 de março de 2013

http://www.xingu-vivo.blogspot.com.br/2013/03/povo-munduruku-informa-desembarque-de.html

segunda-feira, 25 de março de 2013

ESSA É A MARCA DE GRANDES OBRAS...GRANDES VIOLAÇÕES DE DIREITOS...

Trezentas famílias são despejadas na capital - RONDONIAGORATV


Assisto indignado mais um episódio onde os que tem R$ pisam nos quem não tem... marcas dum modelo capetalista, formado por grandes grupos econômicos e políticos corruptíveis...