segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MORTE ANUNCIADA... CONIVÊNCIA DO GOVERNO BRASILEIRO...

O líder guarani-caiová Nísio Gomes, assassinado dia 18/11/11
Suvival International/France Presse

18/11/2011 - 16h13
www1.folha.uol.com.br
Líder indígena é assassinado por pistoleiros encapuzados em MS

CLAUDIO ANGELO - DE BRASÍLIA

O líder guarani-caiová Nísio Gomes foi assassinado na manhã desta sexta-feira (18) por homens encapuzados, entre as cidades de Amambai e Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.

Segundo informações preliminares da Funai (Fundação Nacional do Índio), o ataque aconteceu enquanto um grupo de cerca de 60 índios acampava dentro de uma fazenda à beira da rodovia MS-386. Os homens abriram fogo contra o acampamento, atingindo alguns índios com balas de borracha.

A coordenação regional da Funai em Ponta Porã afirmou, com base nos depoimentos dos acampados, que Gomes, 59, levou um tiro na cabeça.

O conselho guarani Aty Guassu afirmou que duas outras pessoas, uma mulher e uma criança de cinco anos, também foram mortas e tiveram seus corpos levados juntamente com o de Gomes. A Funai não confirma a informação, e está considerando ambas como "desaparecidas" por enquanto.

O grupo de caiovás está acampado desde o dia 1º numa área conhecida como Ochokue/Guaiviry, uma das aldeias que os guaranis reconhecem como território tradicional e tentam retomar -- e que hoje estão ocupadas por fazendas.

Guaiviry é uma das áreas incluídas pela Funai nos processos de identificação de terras tradicionais guaranis, iniciados em 2008. A região do sul de Mato Grosso do Sul é o palco mais grave de conflitos entre indígenas e fazendeiros do Brasil.

A Funai informou que a Polícia Federal e a Polícia Civil já estão no local. O presidente da Funai, Márcio Meira, por enquanto não tem planos de ir ao local do assassinato.
COMENTÁRIO:
Num gesto de indignação na noite do dia 19/11 quando do recebimento do troféu Mapinguari pelo filme dirigido por Marcelo Bichara e Eloy, do qual o IMV foi parceiro e participante, Márcia registrou em sua fala como a política de apamento dos povos indígenas tem sido eficiente no Brasil e que o acontecido no MS poderá acontecer a qualquer momento com líder Karitiana, Cacique Cizino Dantas que luta pela garantia de seu território tradicional no alto Rio Candeias, mesmo com ameaça de morte por pistoleiros a mando de fazendeiros da região... Tomara que a Justiça acorde do berço explêndido e defenda a vida e o território dos povos originários... o IMV está junto nesta luta...

2 comentários:

Anônimo disse...

É o que dizer das 2.800 famílias que moram na região a mais de 30 anos, isso no caso de Candeias, vivem lá, tem produção agrícola, animal, etc, e melhor acabar com elas? e melhor acabar com toda a economia da região, e provocar um efeito cascata nas cidades vizinhas? vamos deixar o índio em seu lugar, e apenas melhorar sua saúde, sua educação isso sim e o correto, eu tiro o meu sustento da minha propriedade, sustento minha família, agora pergunto vocês vão me ajudar ou ajudar o índio???

Iremar Antonio Ferreira... Sem Fronteira disse...

Nobre Anônimo, se é assim que prefere ser conhecido...
Se você tem direito isso lhe será garantido... você mora em que linha de Candeias do Jamari... aliás a prefeitura de Candeias entrou com ação contra o estudo da terra onde ainda tem roçado, maloca e cemitério antigo dos Karitiana... você mora dentro desta área? se sim, olhe ao seu redor e me diga quantas famílias ali são de agricultores familiares... em sua maioria são grandes áreas, de fazendeiros, latifundiários que usam os pequenos para defender seus interesses... onde é que um ruralista deputado e senador vai defender agricultor? Acorda Anônimo, ou você está se passando por agricultor para aparecer anonimamente...
esse discurso de inviabilidade da economia do município é coisa de quem não tem o que fazer, de anti-indígena, de discriminação, de gente que quer apagar um povo em detrimento de criar boi, desmatar... Eu não defendo esse modelo e por isso defendo que o lugar do índio é na terra que lhe pertence de direito e quem entra na Justiça contra o estudo é porque tem medo ou tem certeza de que o outro é dono desta... isso que penso e tenho identificação, não sou anônimo, não sou medroso do debate aberto e claro...