terça-feira, 22 de novembro de 2011

INDÍGENAS CONTRA USINA EM ARIPUANÃ...

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=402549

Índios fazem de reféns os operários de Dardanelos
ALECY ALVES
Da Reportagem

Um grupo de pelo menos 60 índios das etnias Arara e Cinta Larga invadiu ontem pela manhã o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Dardanelos, que está sendo construída no Rio Aripuanã, próximo da cidade de mesmo nome, a 883 quilômetros ao Norte de Cuiabá.

Armados de arco e flecha, os indígenas fizeram cerca de 20 reféns, a maioria operários. Com a ajuda da Polícia Militar, todos foram liberados horas depois.

Por alguns momentos, o clima chegou a ficar tenso no local, especialmente quando dois engenheiros tentaram negociar a libertação dos reféns.

Um dos líderes do movimento, Amazonildo Arara, disse que o descaso em relação às reivindicações motivou a ocupação. Ele afirmou que o protesto seria uma tentativa se sensibilizar os responsáveis pela obra, a empresa construtora e governo Federal, com os quais querem uma audiência.

Assim que o encontro fosse agendado, argumentou, deixariam as instalações da hidrelétrica. Entretanto, se não forem atendidos voltariam a ocupar a usina para um protesto “bem mais rigoroso”, ameaçou o índio.

As exigências dos índios aumentaram a partir da descoberta de um sítio arqueológico na região, levando-os a elaborar uma lista de exigências.

Eles querem, entre outras coisas, o custeio de cursos de faculdade, veículos e a construção de moradias. As reivindicações são vistas como medidas de compensação aos impactos ambientais gerados pela hidrelétrica.

O capitão da PM Anderson Luiz, comandante da unidade de Aripuanã, informou que representantes da construtora estão na cidade para negociar com os índios, mas esperam os ânimos se acalmarem para fazer contato.

A usina tem capacidade para gerar 261 megawatts de energia, está em construção há três anos, e a previsão é de que entre em operação no inicio de 2012.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MORTE ANUNCIADA... CONIVÊNCIA DO GOVERNO BRASILEIRO...

O líder guarani-caiová Nísio Gomes, assassinado dia 18/11/11
Suvival International/France Presse

18/11/2011 - 16h13
www1.folha.uol.com.br
Líder indígena é assassinado por pistoleiros encapuzados em MS

CLAUDIO ANGELO - DE BRASÍLIA

O líder guarani-caiová Nísio Gomes foi assassinado na manhã desta sexta-feira (18) por homens encapuzados, entre as cidades de Amambai e Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.

Segundo informações preliminares da Funai (Fundação Nacional do Índio), o ataque aconteceu enquanto um grupo de cerca de 60 índios acampava dentro de uma fazenda à beira da rodovia MS-386. Os homens abriram fogo contra o acampamento, atingindo alguns índios com balas de borracha.

A coordenação regional da Funai em Ponta Porã afirmou, com base nos depoimentos dos acampados, que Gomes, 59, levou um tiro na cabeça.

O conselho guarani Aty Guassu afirmou que duas outras pessoas, uma mulher e uma criança de cinco anos, também foram mortas e tiveram seus corpos levados juntamente com o de Gomes. A Funai não confirma a informação, e está considerando ambas como "desaparecidas" por enquanto.

O grupo de caiovás está acampado desde o dia 1º numa área conhecida como Ochokue/Guaiviry, uma das aldeias que os guaranis reconhecem como território tradicional e tentam retomar -- e que hoje estão ocupadas por fazendas.

Guaiviry é uma das áreas incluídas pela Funai nos processos de identificação de terras tradicionais guaranis, iniciados em 2008. A região do sul de Mato Grosso do Sul é o palco mais grave de conflitos entre indígenas e fazendeiros do Brasil.

A Funai informou que a Polícia Federal e a Polícia Civil já estão no local. O presidente da Funai, Márcio Meira, por enquanto não tem planos de ir ao local do assassinato.
COMENTÁRIO:
Num gesto de indignação na noite do dia 19/11 quando do recebimento do troféu Mapinguari pelo filme dirigido por Marcelo Bichara e Eloy, do qual o IMV foi parceiro e participante, Márcia registrou em sua fala como a política de apamento dos povos indígenas tem sido eficiente no Brasil e que o acontecido no MS poderá acontecer a qualquer momento com líder Karitiana, Cacique Cizino Dantas que luta pela garantia de seu território tradicional no alto Rio Candeias, mesmo com ameaça de morte por pistoleiros a mando de fazendeiros da região... Tomara que a Justiça acorde do berço explêndido e defenda a vida e o território dos povos originários... o IMV está junto nesta luta...

domingo, 20 de novembro de 2011

ILHA DO JACÓ PREMIADO NO FESTCINE AMAZÔNIA




ILHA DO JACÓ (http://youtu.be/E6-nA0MU2FA) de Marcelo Bichara foi premiado por melhor filme regional no FestCine Amazônia na noite deste dia 19/11/11 - Mapinguari e agraciado pelo prêmio CTAv - Centro Técnico Audivisual como melhor filme local: serviço de transfer para filme de até 15 minutos.

Nós do Instituto Madeira Vivo (www.institutomadeiravivo.org) como colaboradores deste projeto representamos e pautamos a luta dos povos dos rios e das florestas da PanAmazônia... Vida longa ao FestCine e aos sonhadores...
Abraços
Iremar e Márcia