quinta-feira, 10 de março de 2011

SINGELA HOMENAGEM A PAULO QUEIROZ

neste início de semana, antes mesmo do dia de carnaval, depois da banda do vai quem quer sair, Paulo Queiroz também se foi... tomou a decisão de ir... talvez o carnaval e a vida em Porto Velho já não lhe mais fizesse ou trouxesse graça ao viver... esse jornalista matreiro desafiava os iniciantes a analistas políticos a tecerem comentários que tivesse essência...algo de novo e não velhas receitas de bolo apodrecido...
eu conheci Paulo Queiroz quando ele coordenava o Sindicato dos Jornalistas e iniciou um curso de atualização dos profissionais da área, isso se não me falha a memória no início de 1997... eu membro do Conselho Indigenista Missionário, bacharelando em História, fui destacado a palestrar num painel sobre o Projeto Sivam e futiquei no fundo do baú e disse com A + B que só serviria mesmo para conhecer nossas riquezas minerais, vegetais e abrir as portas para os "capetalistas"... o coordenador do evento, mas presente na platéia, sr. Paulo Queiroz discordou de mim, disse que era para ajudar a proteger a Amazônia e eu, abusado falei que só se fosse para proteger de nós mesmos proque os interessados já sabiam de tudo e esta tecnologia toda comprada do estrangeiro só tinha esta serventia - vigiar nossa casa contra nossa ação...
assim se tornou de fato e de direito o Sivam que passou a Sipam - de vigilância para proteção... e que grande piada né Sr. Paulo... perdemos toda proteção que tínhamos: nossas florestas, nossos minérios e agora nossas águas privatizadas para gerar energia pelos capetalistas... e o que restou!? Suas análises jornalista Paulo Queiroz cada vez mais percebendo estes novos caminhos da destruição, forjado nas decisões de grupos políticos diferente dos seus ideais... e assim nossa cidade, nosso ar, nossa vida ficou tudo mais dificil por aqui... tú sabias e sentia o quanto tá ficando difícil viver numa metrópole que cresce à galope sob a clarineta do general... não o general da banda que também foi, mas os generais das canetas que decidem qual o próximo canto amazônico a ser destruído...
quantos outros jornalistas e anônimos "Paulo" morrerão para dar lugar ao modelo capetalista? será que o grito que geme em dores de parto no ventre da terra será suficiente para sensibilizar a desenfreada corrida do ouro!?
Paulo, Paulo, deverias ter ficado mais um pouco para a "guerrilha" continuar... assim ficamos menores, apequenezados... descanse em paz onde tiver ido guerrilheiro da contrainformação...
Iremar - PVH, 10/03/2011

GRITOS EM DEFESA DE BELO MONTE ECOOU NO CORAÇÃO GELADO DE LONDRES...

Índios protestam contra construção de Belo Monte em Londres

Foi a materialização da expressão "para inglês ver": três índios (dois brasileiros e uma peruana) ficaram uma hora num frio de 4 ºC em plena City de Londres (centro financeiro da cidade) nesta quarta-feira cantando contra o governo brasileiro e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

"BNDES, que vergonha. Ajudar destruir a Amazônia" e "BNDES, que coisa feia. Coloque as usinas na geladeira", cantavam os índios e um grupo de cerca de 50 apoiadores.

A manifestação foi na frente do banco e pretendia chamar a atenção para os prejuízos que a construção de usinas nos rios Madeira e Xingu trará para as populações indígenas.

O mesmo grupo esteve antes em Oslo, Genebra, e em Paris, onde se encontraram com políticos e empresários.

Almir Suruí, líder dos suruís, de Rondônia, diz entender que a construção dessas das usinas é irreversível, mas afirma que mesmo assim é preciso protestar para que o governo tenha responsabilidade social e ambiental em projetos futuros.

Já Sheila Juruna, do Xingu, diz que é preciso desmascarar o governo brasileiro no exterior. "O Brasil vende uma imagem mentirosa para o mundo. O governo não respeita as populações indígenas, só está interessado em dinheiro e em satisfazer as empresas."

Sheila diz que seu povo está disposto a "lutar com o próprio corpo" contra as usinas.

A viagem dos índios foi bancada por ONGs, como a britânica Survival e a americana Amazon Watch.

O ato atraiu a atenção de alguns jornalistas, mas não dos ingleses que trabalham na região. Talvez porque os índios não estivessem com roupas exóticas. Portavam cocares de pena, mas o frio obrigava que estivessem de bota, casaco e luvas.

Depois do protesto, a ativista Bianca Jagger se uniu aos índios para entregar uma carta no BNDES. Não foram recebidos. Fonte: Folha Online

RIO MADEIRA - ATÉ SONHAR CUSTA MUITO CARO!

Nas barrancas do Madeira tudo que havíamos denunciado desde 2004 está se concretizando e assustando a população... desde o preço do peixe, da farinha d´água que não é de RO, até o aluguel para o forasteiro ou mesmo para o minhoca...tudo o olho da cara... o transito uma maravilha... obras paralisadas por superfaturamento, embargadas pelo TCU demonstram como o desenvolvimento é antagônico - muito dinheiro jogado fora - e a chuva comendo oque foi feito e mal feito... a criminalidade assusta mais que história de boto, que aliás nem se aproxima mais de Porto Velho com medo do trafego no rio assustador... já o velho Madeira continua descendo madeira dos rios do Vale do Mamoré-Guaporé e principalmente de rios bolivianos... cuja País vizinho sonha com sua hidrelétrica em Cachuela Esperanza, aceita sob a pressão do governo brasileiro e apresenta uma proposta alterando de 800 MW para 960 MW, cujos departamentos de Pando e Beni necessitam de 100 MW e ai o irmãozinho bonzinho Brasil vai comprar o restante... o povo boliviano ribeirinho esse vai se afogar como os nossos de Jaci, de Mutum, de Teotônio... afogando está a natureza morta na beira da calha do Madeira produzindo gases que matarão os poucos peixes que restaram e que se arriscam a vir para perto dos canteiros de obras ver o que está acontecendo com o rio deles, onde nadavam livres e hoje mudou de rumo com as tais ensecadeiras exterminadoras de peixes...
só podrião na beira do rio morrendo, na ANEEL, na Casa Civil, no MME, na Eletromorte, Santo Antonio Energia, Enersus, Tratecbel entre outras... enquanto isso vamos velando os operários que morrem nos canteiros de obras, ribeirinhos de infarto ou de perda da esperança na beira ou agora longe do rio...
aqui até o carnaval perdeu a graça... perdeu a cor... ganhou em colorido das roupas dos foliões desfilando suas roupas de trabalho das mais diversas empresas...um colorido que descoloriu até o meu rio Madeira... descolore o rosto das mães que perdem suas filhas para o mundo da exploração sexual infantil em Jaci, ou seus filhos para o consumo e tráfico de drogas... droga é a vida dos ex-moradores de Mutum-Paraná, cujos filhos agora tidos como invasores na escola da Nova Mutum pelos filhos dos engenheiros da SUEZ ENERGIA... ENERGIA...energia...e..ner...gi...a... que se dissipa a cada dia com cada canetada dos juízes de plantão à serviço da ordem e do progresso...

adelantes... é preciso recuperar o sentido de sonhar...
Iremar